Alaska
visto por Maria Isabel, leitora do site, viajante, e constante colaboradora em nossas paginas.

IMPRESSÕES DE VIAGEM

ALASKA - A Última Fronteira dos Estados Unidos

Selvagem, agreste, bonito, surpreendente a cada momento, estes são os adjetivos que melhor descrevem esta parte do globo terreste, e que de tão especial tem dois slogans: A Última Fronteira (dos Estdos Unidos) e Terra do Sol da Meia-noite.
Comprado da União Soviética por um punhado de tostões no século passado, o Alaska é quase natureza pura. Com uma variação média na temperatura que vai de 28ºC a -23ºC, a melhor época para ser visitado é de maio a metade de setembro, período que chove um pouco, mas o sol derrete a neve que se conserva apenas no topo das cordilheiras.
Anchorage - a maior cidade - serve de base para dois dos mais interessantes passeios de barco ao sul: Prince William Sound, que, além de animais, proporciona a visão incrível das geleiras; e o Kenai Fjords, com suas muitas ilhotas e espécies animais como baleias, leões-marinhos, "condomínios" de gaivotas e os adoráveis Puffins, um passáro tão exótico e bonito, quanto pequeno.
Para visitar Kenai Fjords você precisa ir a Seward; e Whittier dá acesso a Prince William (uma cidade de aproximadamente 275 habitantes e todos moram no único prédio residencial existente desde um grande terremoto). O trajeto para ambas cidadezinhas pode ser de trem ou carro, e o caminho tortuoso cercado de lagos e montanhas nevadas, flores, geleiras menores e animais não muito comuns aos turistas do Pólo Sul, proporciona excitação por tanta beleza.
Como a maioria das cidades dos Estados Unidos, a vida noturna começa e termina cedo; mas por ser curta, é vivida intensamente e compartilhada por turistas e habitantes locais. Pode-se optar por cervejarias tipo Dado Bier, uma fechada e agradável, ou por outra com vista para o pôr-do-sol. Ambas surpreendentes e memoráveis. Levando-se em conta o número de habitantes de Anchorage, duas cervejarias com fabricação própria num raio de 100m², é no mínimo algo de admirar.
Você se extasia com o interminável pôr-do-sol que dura, pelo menos duas horas, e que parece não acabar, pois nunca escurece de fato. O sol se põe finalmente, mas no lugar fica uma faixa de luminosidade a noite inteira. Às 5h da manhã é dia completamente claro, mas o sol só vai nascer mesmo depois das 6h. Quem quiser presenciar o sol da meia-noite deve estar lá no dia 21 de junho para o solstício de verão do Hemisfério Norte. E, se há dois meses e meio de sol direto, tambám é certo que haverá o mesmo período sem sol.
O restaurante Captain Cook, o edifício mais alto, propicia aos visitantes boa comida e a vista excepcional de 360º da cidade. É uma boa desculpa que permite unir coisas essenciais ao homem como a sobrevivência pela alimentação do corpo e da alma.
Indo para o norte você chega ao Denali Parque, cujo percurso segere-se seja feito de trem. Muitas curvas, cidades ainda mais minúsculas, paisagem bucólica, pontes muito altas, paradas para fotos. Leva-se muito mais tempo, mas a beleza do trajeto e o charme do antigo trem, compensam o investimento de um tempo extra. Depois, existe viagem mais romântica do que a de trem?
Já no Denali, procure hospedar-se dentro do Parque numa log cabin - as graciosas cabanas de toras de Madeira, coisa muito típica e charmosa do Alaska - que além de ser mais cômodo, possibilita noites aconchegantes e inesquecíveis.
Para os amantes de hike, este é o lugar próprio para o exercício de caminhada em local íngrime e montanhoso, natureza quase intocada com ursos, mooses, muskox, lobos, caribous e outros animais que circulam livremente por ali. Para os menos audaciosos, há diversas opções de passeios de ônibus com trechos divididos por milhas, e o maior vai até a milha 66, ponto mais próximo do qual se avistará, com sorte, o pico mais alto dos Estados Unidos, o Mount Mckinley, em sua exuberância, todo nevado, muitas vezes encoberto por densas nuvens.
Para a pequena aventura de cruzar o Círculo Polar Ártico, já mais próximo ao Oceano Ártico, você precisa ir ao coração do Alaska, Fairbanks. A cidade é pequena e encantadora com suas muitas log cabin,. Se tiver oportunidade, hospede-se num "bed and breakfast" - uma espécie de pousada bem mais sofisticada - o mais aconchegante que encontrar.
Para alcançar o Círculo, o ideal é ir num pequeno avião para 19 pessoas e descer de microônibus, um pacote que deve ser comprado com antecedência. Além do divertido e simbólico ato de cruzar o Círculo e o receber certificado de tal feito, você vai ter contato com a cultura mais primitiva do Alaska, culminando com um picnic a beira do Rio Yukon, histórico pela mineração de ouro. E vai seguir de perto alguns quilômetros da pipeline, o oleoduto que carrega petróleo do extremo norte ao extremo sul desse estado, numa viagem total de 1.200km.
Um passeio pelos Rios Chena e Tanana, embora com o tradicional toque do marketing turístico americano, é ainda assim, imperdível, pois haverá a possibilidade de ver, entre outras coisas, uma demonstração de slead dog race, uma corrida de huskys, grande evento de competição da região, e que você não terá oportunidade de ver a real, a menos que queira enfrentar os muitos graus negativos do inverno; o encontro das águas desses dois rios é bastante semelhante ao que acontece com o Rio Amazonas e Negro. Ainda em Fairbanks, dê uma olhada nas esculturas em gelo, expostas numa câmara fria envidraçada e mantidas a temperatura ambiente do inverno alaskiano. É uma maneira muito interessante e bonita de apreciar o enrigelante frio de lá.
Um outro show fica por conta da Aurora Boreal, luzes multicoloridas que se movem no céu por conta deste fenômeno. No verão quase não acontece, mas também não é impossível. Não pense em ir ao Alaska para ver esquimós e iglus, a menos que se embrenhe na neve mais próxima ainda ao Pólo Norte para ver os remanescentes, e, se quiser ver as geleiras gigantescas, só indo a Geleira Colúmbia, o que ja não é tão comum.
Se você for um pescador convicto pode ir pescar no Oceano Ártico e arriscar-se nas tempestades de neve de inverno que acontecem naquela região; caso contrário, o mais salutar é saborear o conhecido Salmon e o delicioso Halibut num aconchegante restaurante, uma vez que constam de todos os cardápios.
Um brunch, mistura de café da manhã e almoço servido até as 2h da tarde, mais comumente aos domingos - um hábito americano que todos visitantes acabam apreciando - incluindo todas as especiarias e regado a champanhe, pode encerrar sua estada com chave de ouro. Mesmo no verão prepare-se com agasalhos quentes porque, fora da cabine aquecida dos barcos, o frio pode ser grande; por terra, mar e ar, o Alaska oferece opções para diversas atividades, principalmente ao ar livre, e os apreciadores de fotografia devem levar muitos filmes, o Alaska vale a pena.
Ah, e se você acredita em Papai Noel, pode visitar a casa dele na cidade chamada Pólo Norte - mais uma invenção do marketing, e há que se ver para crer, mas afinal, viva a criança que existe dentro de cada um.

MARIA ISABEL MARTINS
Agosto/2001



Anchorage City


Anchorage


Wild Flowers


Yukon Trilha


Alaska House


Arctic Circle Dalton Highway and Pipeline


Arctic Circle Cruzamento


Arctic Circle Certificate from Isabel


Kenay Glacier


Fairbanks - Ice escultura


Fairbanks - Churche


Grizzly bear at Big Games


Kenay Pensinsula


Kenay


Condor


Prince William Ice ont eh water


Prince William


Prince William - Avalanche


Price William - Water falls


Price William - Glacier Falls


Prince William - Glacier Falls


Prince William


Faibanks Alaska River Boat


River Boat


Faibanks


Indian Deer


Fairbanks - Encontro da aguas


Seward City


Sewar Harbor


Seward Harbor Village


Seward Road


Seward Road Glacier


Alaska Trem


Whitier City


Whitier Harbor