Chicago
Chicago visto por Maria Isabel, leitora do site, viajante, e constante colaboradora em nossas paginas.

IMPRESSÕES DE VIAGEM


CHICAGO, SIMPLESMENTE MAGNÍFICA

Parece que conhecer Chicago é algo que muitos querem, mas nem todos a incluem em seus roteiros durante uma viagem aos Estados Unidos. O estado de Illinois, berço de Lincoln e da cadeia de fast food Mc Donald's, onde Chicago ocupa a posição de principal cidade, teve e tem um importante papel no desenvolvimento desse País.
Conhecida como a Cidade dos Ventos, visitá-la no inverno, ou mesmo nas primeiras semanas de suposta primavera, signífica enfrentar alguns graus negativos com vento e neve. Casacos pesados, luvas e cachecol são essenciais na bagagem para combater o frio intenso que é gostosamente compensado pelo aquecimento interno, bastante contrastante, dos estabelecimentos comerciais e residencias, e pelo calor humano dos cidadãos de Chicago.
Uma das grandiosidades de Chicago é o seu conjunto arquitetônico, marcado pelo grande contraste entre o velho e o novo, que constitui alguns quarteirões no centro da cidade, composto, em parte pelo que sobrou do grande incendio de 1871, e outra parte que foi reconstruída com a união e a competência de arquitetos que usaram moderna tecnologia para a época - uma verdadeira inovação em termos de alguns materiais e sistemas empregados - apraz aos olhos e encanta os turistas mais experimentados. Além dos pontos tradicionais, uma caminhada pelo lado norte da Dearborn e Astor Streets, vai lhe evidenciar isto.
Vá pela Magnificente Mile, um trecho da Avenida Michigan, que engloba um bom número de vitrines reunindo marcas das mais famosas; lojas que disputam a concorrência na base do luxo, coisa essencial para aqueles que viajar e sinônimo, também, de trazer na bagagem algumas roupas novas de alto valor, digamos, nominal.
Uma outra atração de Chicago são as torres mais altas que disputam entre si os ingressos de visitação. Difícil é escolher a qual ir se não houver tempo para ambas. Então dá para selecionar assim: embora a Sears Tower seja a segunda mais alta do mundo com seus 102 andares, parece ser o John Hancock Observatory, do seu 94° andar, possuir a vista mais bonita, uma vez que dá diretamente ao Lago Michigan. Se quiser provar o buffet de seu restaurante ou só ter um drink no bar, não há necessidade de pagar ingresso, o que não deixa de ser mais um ponto positivo dessa escolha em relação a primeira. Já que está no ali, uma pequena pausa para provar um dos 40 tipos de cheese cake da Cheesecake Factory, e você vai saber o que faz desta rede de restaurantes um dos preferidos nos EUA.
Pela redondeza, na elegante State Street, desvende a Chicago Cultural walk, uma "trilha" onde, caminhar por ela, significa apreciar alguns dos antigos e históricos prédios, todos nominados, e o Wringley Building é um deles. Não muito longe, está a Water Tower, outra maravilha da arquitetura antiga.
Esculturas de linhas modernas e futuristas estão espalhadas e também constituem, cada uma, um marco. Destaque para o Flamingo, de cor vermelha, contrastando com o escuro dos prédios que a rodeiam, e de quebra, colore a monótona palidez invernal que cobre a cidade.
Chicago inspira arte e há muitos museus para provar isso, o que é outra característica. Há de tudo para todos, e ainda abriga o mais antigo planetário do lado ocidental do planeta. Reserve tempo para visitação a pelo menos dois de sua preferência, incluindo o Museu de Arte, de fabuloso acervo e maravilhosas exposições temporárias.
Dois grandes parques invadem a cidade e se perfilam a beira do lago, o Lincoln e o Grant que, desnudados pelo frio, são aquecidos pelo colorido maravilhoso das roupas de seus freqüentadores infantis. No Grant Park a Buckingham Fountain é uma fonte de esplendorosa arquitetura, que, no verão, é complementada por shows de som e cores
Pertinho daí está outro marco de Chicago: a placa de end da histórica e charmosa Rota 66. Embora os escritos digam que é o começo, na realidade a placa indica que ali é o fim, mas talvez esse detalhe não seja mesmo tão importante. O maior valor fica por conta da extensão e historicidade da própria rota que vai até Los Angeles.
Viajar a Chicago em tempos de frio pode respresentar também a possibilidade de perda de algumas das boas coisas que esta cidade tem para oferecer. Os passeios de barco ficam bastante restritos e, é algo que parece ser bem apreciável. Você pode circundar e cortar a cidade pelo Rio Chicago, partindo do Lago Michigan e aproveitar o máximo da maravilhosa arquitetura tendo outra perspectiva. O Navy Pier, servindo de ancoradouro para os barcos e agrupando muitas opções de lazer, é outra possível perda de inverno, concentrando nesse período do ano, atividades muito mais dirigidas a famílias com crianças. Mas, sendo um marco em Chicago, nao deve ser deixado de fora, mesmo com vento soprando do lago em direção ao seu rosto despreparado para tão baixa temperatura.
Mas, além dos ventos e da arquitetura, Chicago tem ainda outra marca registrada: os blues, ritmo importado de outro estado e que chegou ali em eras passadas para demonstrar seu poder de sedução. E quando a noite cai em Chicago, vem junto o calor do enlevo musical e, então, começa outra etapa da sua visita àquela cidade. Agora ficou mais difícil decidir onde ir, mas três sugestões podem ser dadas facilmente: House of Blues, onde freqüentemente há promoções do tipo que você paga o drink e ganha a comida. E pode-se dizer que é de boa qualidade; Red Fish, com sua colorida e extravagante decoração; e uma escolha pessoal: Buddy Guys Legends. Termine a noite aí e sua alma notívaga vai voltar ao hotel embevecida e agradecida. Não esqueça de provar cat fish bites, petiscos de um peixe bem tradicional por aquela região, e Orange Crusch, um drink à base de sucos e rum.
Como toda cidade grande há que se ter um pouco de cuidado, mas não há mesmo muito com o que se preocupar, pois, embora o frio congelante, Chicago se enche e se aquece à noite com tantos turistas e locais em busca de boa música para apaziguar suas almas sedentas.
E ao turista mais saudoso e intrépido, a sugestão de uma visita ao jazigo de Al Capone, dormindo, finalmente, em paz nos cemitérios de Chicago, como era de se esperar.
Por tantas atrações, pode-se dizer que Chicago concorre de igual para igual com Nova Yorque, sendo necessários, no mínimo, três dias para desbravá-la. Possuindo estrutura turística para visitante nenhum botar defeito, oferece quatro linhas de microônibus que cobrem todos os pontos de interesse diuturna e gratuitamente. A rede de metrôs oferece passes diários com alternativas para um, dois ou cinco dias, por valores muito convenientes.
Chicago, por sua grandeza, difícil é transcrevê-la. Melhor simplesmente dizer: magnífica!

MARIA ISABEL MARTINS
Abr/2002


Buckinghan Fountain



Dearborn Street


Flamingo


John Observatory


Lincol Park


Chicago Water Tower